terça-feira, 23 de novembro de 2010

Violência e barbárie em todo o Brasil




Vendo as últimas manchetes de jornais, revistas e sites nacionais e estaduais, tenho a impressão que estamos a um passo de ingressar num estado de sítio. A violência noticiada nestes últimos dias foi transfigurada e, agora, atingiu um nível nunca antes visto por mim, pelo menos.

Três casos, em particular, me chamaram a atenção. O primeiro trata-se dos arrastões realizados por facções criminosas do Rio de Janeiro que, segundo o governador Sérgio Cabral, são um protesto contra a instalação de Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs). Quando observo tal fato, imagino se, por algum acaso, os criminosos quisessem tomar a capital fluminense, eles conseguiriam. Será que somos reféns destes crápulas?

O segundo caso ocorreu em São Paulo. Jovens foram agredidos por outros jovens pelo simples fato de os agressores terem achado que os rapazes fossem gays. Em pleno século XXI temos que nos debater com um crime besta como esse. A intolerância com a opção, ou condição sexual das pessoas deveria ser exterminada do mundo. Precisamos de um sistema de educação que neutralize este preconceito, que, muitas vezes, é herdado dos pais e/ou tutores.

Os agressores são menores, em sua maioria, e foram conduzidos à delegacia. E aí? Quero saber o que vai acontecer com estes monstrinhos. Daqui a pouco iremos reviver casos como aquele que vitimou o índio Pataxó Galdino de Jesus, que foi queimado enquanto dormia num ponto de ônibus. Na época, os assassinos, jovens de classe média alta, afirmaram que fizeram a atrocidade por brincadeira. Absurdo!

O último caso, mas não menos importante, ocorreu com adolescentes, de 13 e 16 anos, que moravam em Salvador. Após serem sequestradas e torturadas, as meninas foram mortas e tiveram as cabeças decapitadas. As famílias acreditam que as jovens foram atraídas e fugiram de casa por conta de contatos feitos pela internet. O pai de uma das meninas é policial e recebeu uma ligação com um pedido de resgate de R$ 50 mil e duas armas. A polícia baiana está investigando o caso.

Um comentário:

Neidinha disse...

Estamos vivendo nada mais, nada menos do que o que foi recentemente retratado em Tropa de Elie II, a ficcção imitando a realidade ou o contrário??? Os limites são tênues ...os interesses são múltiplos ...O que vejo é uma crise generalizada entremeada de corrupção, oriunda do capitalismo selvagem, da sociedade consumista e da perda de valores e raízes!!! No dia em que o ser humano do mundo capitalista, globalizado, robotizado e corrompido conseguir praticas três simples mandamentos, seguidos por muitas tribos indígenas latinoamericanas: Não roubar, Não mentir e Não matar, a "Violência e barbárie em todo o Brasil" acabará.