terça-feira, 13 de novembro de 2007

Moradores do Imbuí caem no samba

Música, gente bonita, alegria e amizade. Esses são alguns dos ingredientes que deram o tom do Garage Fest VII, evento de partido alto que aconteceu no sábado (10), no Imbuí. A festa ocorreu na garagem do edifício Porto Santo, local onde reside o idealizador e um dos organizadores da festa, Paulo de Melo Silva, e contou com a presença de aproximadamente 100 pessoas.





Todos se reuniram em volta da roda de samba e dançaram e cantaram músicas tocadas pelo Grupo Eternidade. Paulinho, como é mais conhecido, escolheu sua garagem como palco da festa por acreditar que desta forma o entrosamento é completo. Ele conseguiu reunir vizinhos, famílias inteiras, e amigos. Paulo afirma que esta é a sua maior motivação: “O que me motiva é perceber que o ambiente, a música e o serviço prestado estão agradando aos nossos convidados. É gratificante para mim receber um elogio de meus amigos, muitas vezes de surpresa. É contagiante”!

Ícaro e Ítalo Santiago, Rebeca Leal e Paulinho. Esses são os jovens responsáveis pela realização do evento, e também amigos há muitos anos. Eles conseguem reunir vizinhos, colegas de faculdade e amigos, em torno da roda de samba formada pelo Grupo Eternidade e dão forma ao Garage Fest. Os jovens não fazem a festa esperando obter lucro, pois todo o montante que sobra é destinado à banda.




Na sétima edição do Garage tinha de tudo: churrasco, xinxim, cachorro-quente, bebidas diversas, dentre outros. Os integrantes da banda interagiram o tempo todo com as pessoas e, por isso, todos ficaram bastante entrosados. Rebeca Leal, também organizadora da festa, afirma que o Garage Fest é uma experiência que deu certo: “ De início, nós queríamos apenas ajudar o grupo Eternidade, nosso velho amigo. Aos poucos, a festa foi tomando dimensões maiores, e hoje, consegue reunir bastante gente. Isso é muito gratificante”.

A banda tocou diversos gêneros em ritmo compassado, característico do partido alto. Desde MPB, até o arrocha. Todos dançaram juntos, e o clima foi intenso e radiante. O vocalista da banda, Marcus Vinícius, diz que o tom familiar é o carro-chefe do evento: “É muito gostoso! Todos se conhecem, brincam e dançam. Existe muito respeito e também retorno por parte do público. Adoro tocar aqui!”.
Manifestações como essas acontecem em diversas partes de Salvador e proximidades como por exemplo no Pelourinho e também além-mar, em Mar Grande, localidade de Itaparica, em que pessoas se reunem em volta de carros com possantes caixas de som e se divertem à valer.




quarta-feira, 24 de outubro de 2007

Retrospectiva Mutirão Mete Mão


O Mutirão Mete Mão, evento que objetiva levar manifestações artísticas urbanas às comunidades carentes de atividades culturais, está em sua 8ª edição e visitou o bairro da Federação no último sábado, dia 20. Desde 2003 o coletivo MiniStereo Público, em parceria com a banda Raciocínio Angular e os grupos de graffiti 071 Crew e o OCLAN Crew vem desenvolvendo e aperfeirçoando o evento.

Todos os anos comunidades carentes são escolhidas e recebem o evento. Entre os principais objetivos destacam-se a utilização da música e das artes plásticas para instigar o potencial criativo dos moradores dos bairros, a valorização de linguagens de concepção estética e temática (grafite e pintura) que englobem elementos presentes no dia-a-dia das comunidades de forma crítica e atuante.

A cada ano que passa o Mutirão Mete Mão conquista mais patrocinadores e consegue mais visibilidade. Nesta edição, a Educadora FM 107.5 programou uma transmissão ao vivo do evento. Durante o programa No Balanço do Reggae, das 15 às 16 horas. Desta forma, o ouvinte poderá acompanhar toda a movimentação dos artistas e dos moradores por intermédios de flashes transmitidos diretamente da base do projeto, armada ao lado do Centro Social Urbano da Federação, ou das ruas do bairro a serem percorridas pela trupe de grafiteiros. A TVE Bahia também prometeu fazer uma ampla cobertura na sua programação.

Entretanto, esse ano, a organização “vacilou”. Até às 14h o evento não havia começado e pouquíssimas pessoas da comunidade sabiam do que se tratava. O evento que já passou por bairros como Itinga, localizado na cidade de Lauro de Freitas, Boca do Rio, Saramandaia e Massaranduba, conta todos os anos com o sistema de som nos moldes jamaicanos do MiniStereo Público. Entretanto, esse ano só foi possível observar ajustes de som, mas o que foi divulgado não aconteceu, pelo menos até às 16h.

Essa iniciativa é de suma importância para o crescimento e o entendimento da cultura de pessoas que moram emcomunidades carentes, mas mais importante que isso é levar o exemplo de organização de todos os eventos passados para as edições futuras. Junto com essa inicitiva caminha a Conferência Estadual de Cultura, com o objetivo criar planos de ação na área cultural, liga a população e os governantes e seus representantes.

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

A Boa Senhora


O Ação Global, ocorrido neste último sábado, contou com a prestação de inúmeros serviços, dentre eles, a emissão da 2ª via da identidade. Estavam sendo disponibilizadas duas mil carteiras e a fila para esse serviço era muito grande. Nessa fila diversas pessoas se misturavam, porém, uma em especial estava chamando a minha atenção. Ela era uma senhora idosa, bastante graciosa, bem vestida e tinha um porte elegante. Caminhei um pouco mais pelo parque onde estava sendo realizado o Ação Global e encontrei-a novamente. Ela estava sentada num banco de cimento, e calmamente bebia uma garrafa de água. Resolvi sentar-me ao seu lado e logo descobri o seu nome, Ilma Carneiro.

Ela tinha ido ao evento sem a certidão de casamento e isso a impossibilitou de tirar a 2ª via do RG. Ela havia descoberto pela televisão que o Ação Global aconteceria e então decidiu aproveitar a oportunidade e trocar o seu registro, que possuia mais de 50 anos, por um novo.

Dona Ilma é casada há mais de 45 anos . Ela adora ir ao cinema com os filhos e com seus oito netos, se considera uma boa mãe e uma excelente avó e adora cuidar da casa. Ela afirma que esse tipo de iniciativa deveria ser copiada por toda a população, pois ela acha que todos nós somos responsáveis pela atual situação do país: "Essa atitude é maravilhosa! Ajuda muito as pessoas que não podem bancar os serviços prestados aqui, e além disso, infelizmente, os órgãos responsáveis não funcionam.

Dona Ilma, mensalmente, envia dinheiro à instituições como a Casa de Apoio a Criança com Câncer e o hospital Aristides Maltez pois, as crianças sempre a sensibilizaram. Por outro lado ela diz que não confia muito nos adultos, pois o mundo está um caos e que alguns delestêm más intenções: "Eu ainda acredito um pouco nas pessoas, pois algumas são honestas, mas o ato de confiar é difícil."

Eu fiquei com ela um bom tempo e, no final, ela fez questão de deixar uma mensagem de paz para todos os necessitados, e às pessoas que, como ela, não conseguiram fazer o que queriam no evento: " Tenha fé e lute, pois quem acredita sempre alcança"!

terça-feira, 18 de setembro de 2007

É Marmelada?! É Palhaçada?! Sim!!!! É o atendimento do Salvador Card!!!


Ontem (17/09) fui à unidade do Salvador Card Comércio, a fim de fazer o cartão que me possibilitaria pagar menos nos ônibus que circulam na capital baiana. O Salvador Card é um sistema de bilhetagem eletrônica, que permite aos seus usuários percorrer os itinerários das linhas que circulam em Salvador. O objetivo do sistema é ,justamente, agilizar o processo, evitar roubos, enfim facilitar a vida do cidadão.
Enquanto ia para o posto do Comércio, eu pensava o quão bom seria adquirir o meu bilhete eletrônico, como ia melhorar minha vida, e como iria economizar a grana que eu ganho. Infelizmente, eu iria, em poucos minutos, descobrir que conquistas às vezes saem caro.
Logo que cheguei, às 9h, fui informada que o atendimento era no 2º andar. Rapidamente fui em direção às escadas. Assim que comecei a subir os degraus me deparei com uma fila imensa. Logo me perguntei: Nossa! Por que será que tem tanta gente aqui?! Procurei saber de uma das atendentes o motivo desta quantidade de gente e fui informada que todas aquelas pessoas estavam na fila para o mesmo fim que eu, ou seja, fazer a 1ª ou a 2ª via do Salvador Card, no meu caso a 1ª.
Resignei-me. A cada degrau que subia eu imaginava: Não sei para quê existe o agendamento se nós temos que enfrentar filas como essas?! Quando finalmente cheguei a sala que se destinava a produção do cartão fiquei horrorizada, pois aquela fila era para pegar uma senha! Minha indignação começou ali. Peguei a dita cuja e fui direcionada à uma sala que era para tirar as fotos. Mais demora. As horas passavam. Já eram 11h15, eu tinha que estar no estágio às 14h, e ainda não havia sido atendida. A minha senha era a de número 324, imaginem: 324 pessoas somente pelo horário da manhã, sendo que atrás de mim havia ainda, em média, cem pessoas. Porque agendar tantas pessoas para um único turno, uma vez que eles estabelecem horários durante os agendamentos, como por exemplo o meu, que fora das 10h às 12h?
Finalmente fui tirar a foto. Entendi então o motivo da demora: um único fotógrafo para centenas de pessoas. Logo após a foto, fui encaminhada para a mesma sala que estava antes, pois ainda seria chamada para poder pagar o cartão e então realizar o cadastro, receber o cartão e enfim carregá-lo.
Assim que fui chamada para a sala em que finalmente iria pagar pelo serviço, me dei conta que o display indicava a senha 289 (lembrem-se que a minha era 324!). “Minha nossa!” pensei. Não havia uma cadeira sequer em que eu pudesse sentar, estavam todas tomadas, (inacreditavelmente eram somente 40 em média), assim como eu, dezenas de pessoas permaneciam em pé, senhoras, crianças e até deficientes.
Uma moça que estava sentada ao meu lado chamou uma das funcionárias e perguntou onde era o banheiro. Eu estava prestando atenção e fiquei estupefata com a resposta dela: “Não há banheiros”. “Como assim não há banheiros?” pensei eu. A mocinha não fez por menos e soltou os cachorros em cima da funcionária. Gente! Como pode uma coisa dessas? Eu e todas aquelas pessoas estávamos ali há mais de duas horas... Precisávamos de um único banheiro que fosse. Isso realmente foi demais. Enquanto isso um garotinho se engasgava e teve que ser socorrido pela mãe nos degraus das escadas, já que não havia banheiros ali.
Os minutos iam passando e nada de eu ser atendida, por isso já estava ficando desesperada. Pessoas que estavam atrás de mim na hora de tirar as fotos já estavam na fila para fazer os contratos: Como assim? Me dirigi à um funcionário que estava ali para fazer não sei o quê, e fui reclamar com ele. O idiota me disse que era aquilo mesmo. E eu tentando explicar que aquilo não podia estar certo, que as pessoas só podiam entrar na fila depois que tivessem pagado, e nada do imbecil entender. Pessoas que haviam escutado a minha reclamação foram fazer o mesmo, e então finalmente, ele organizou corretamente a fila.
A grande saga continuou. Paguei o cartão (R$ 24,00), fiquei na fila para o cadastramento (por mais de 10 minutos), fui encaminhada para um outro guichê para poder receber o cartão e, enfim, coloquei a recarga e fui embora.
Foram, simplesmente, 3 horas e 30 minutos dentro da agência do Salvador Card do Comércio. Sem ir ao sanitário, infelizmente não me recordo se havia bebedouros ou não, entretanto, durante a minha permanência lá não bebi água, fui tratada como imbecil por vários funcionários e ainda cheguei atrasa ao trabalho. Para ser sincera, fiquei bem satisfeita com o cartão. Em poucas horas pude verificar sua eficiência. Infelizmente, os responsáveis por sua liberação e distribuição não agem de acordo com o ótimo resultado que o bilhete eletrônico proporciona. Eu espero que, assim como eu, pessoas que certamente passaram pela mesma situação se pronunciem, para que possamos acabar de uma vez por todas com o descaso e com a falta de respeito da agência do Salvador Card, localizada no Comércio, com o cidadão.

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

História das Paradas Gay


A Cidade de Salvador já está na VI edição da Parada do Orgulho Gay e promete reunir meio milhão de pessoas em torno da bandeira do arco-íris. O tema da parada deste ano é Homofobia = Racismo. Homofobia caracteriza o desprezo pelos homossexuais que alguns indivíduos sentem. Para muitas pessoas é fruto do medo de elas próprias serem homossexuais ou de que os outros pensem que o são. O termo é usado para descrever uma repulsa face às relações afetivas e sexuais entre pessoas do mesmo sexo, um ódio generalizado aos homossexuais e todos os aspectos do preconceito heterossexista e da discriminação anti-homossexual. A primeira parada da Bahia aconteceu em 2002, em Salvador, com 10 mil participantes, crescendo para 30 mil em 2003, 50 mil em 2004, 180 mil em 2005, 300 mil em 2006. Essa ascensão demonstra que o movimento gay está se fortalecendo e que conta com inúmeros simpatizantes. As Paradas da capital baiana já tiveram madrinha do porte de Ivete Sangalo e Daniela Mercury, e todos os anos a festa promove a igualdade e a existência do preconceito, ou seria melhor dizer pré-conceito? As pessoas não podem se influenciar pelo desconhecido. Para julgar é preciso conhecer.A maior Parada Gay do Brasil e do mundo acontece na capital de São Paulo e costuma reunir aproximadamente 2 milhões de pessoas, entre gays, lésbicas e simpatizantes (GLS). Sempre com temas relacionados ao respeito à diversidade, a Parada é um sucesso e tem conseguido unificar o tema e os objetivos da maioria dos movimentos pelo país, desta forma, o movimento ganha mais força e cada vez mais o homossexualismo é visto como algo natural.

Violência sexual no MSN


Atualmente, os sites de relacionamentos (orkut, gazzag, etc.) estão sendo procurados para vários fins. Conversas, download de filmes, pesquisa e intercâmbio de informações, são alguns deles. Infelizmente, os fins não são sempre benéficos, há os que fazem apologia às drogas e às armas, há os que roubam senhas e informações, e desta forma, invadindo a privacidade alheia.
Dia desses, estava navegando pela internet e ao visitar o site do Estadão me deparei com uma notícia chocante: "Pai abusa sexualmente da filha de nove anos". O título é chocante, mas quando me resignei a ler tal notícia, fiquei ainda mais surpresa: enquanto o canalha praticava o estupro, havia pessoas assistindo através do messenger, popularmente conhecido pelo msn. Gente! A que ponto nós cehgamos? Alugmas pessoas estão se tornando sádicas, verdadeiro bichos. Isso faz com que eu me pergunte: feitiches como esses se desenvolvem porque meios de propagação de notícia, informação e magens, como a internet, existem?
O acusado irá responder pela acusação de crimes de atentado violento ao pudor e pedofilia online. É provável que isso não sirva como lição de moral e que pessoas como essas, que infelizmente existem aos montes e normalmente ficam impunes. Imaginem quantos casos semelhantes a esses acontecem diariamente e ninguém fica sabendo.
A justiça no Brasil é tardia, e na maioria das vezes, falha. É triste imaginar que esse covarde, provavelmente, vai cumprir pouquíssimos anos na prisão. Se condenado pelos dois crimes, o empresário pode pegar de 9 anos e meio a 17 anos e meio de prisão. No momento ele está detido em prisão do sistema estadual carcerário. O nome do acusado é preservado em respeito à vítima e sua família. Bons fins e bons usuários, é disso que a rede mundial de computadores está realmente precisando.

O próprio umbigo e as relações perigosas.

Dia desses, estava dando uma olhada no Jornal da Facom, jornal laboratório das Faculdades de Comunicação da UFBA, e me deparei com o seguinte artigo: Relações Perigosas. Nele constava uma relação de algumas das causas para o caos instalado no sistema de transporte público de Salvador, dentre elas, uma batalha judicial entre a Prefeitura e os donos das empresas de ônibus, por conta de um aparente desequilíbrio nas contas do Sistema de Transportes Coletivo por Ônibus (STCO).
Deveria ser prioritário para a Prefeitura resolver esse problema, uma vez que, todos os setores que movimentam a economia da capital da Bahia, de certa forma dependem do bom andamento do sistema de transporte público.
Além de problemas administrativos, existem os problemas de cidadania. Por isso, cada vez mais, pegar um ônibus se transforma numa verdadeira odisséia.
Certa feita, ao ir para faculdade, presenciei um desses fatos em que o que está em jogo é a falta de cidadania e a falta de respeito com as diferenças. Estava fazendo muito calor. As pessoas se grudavam, o suor escorria por suas peles frescas da manhã. O ônibus da linha Lauro de Freitas x Terminal da França diariamente transportava centenas de pessoas. Freqüentemente ocorriam fatos inusitados e incríveis no “buzu”.
Naquela manhã havia alguns passageiros peculiares, tais como uma senhora bastante senil, um homem deficiente que só possuía um braço, um cobrador extremamente arrogante e dezenas de mulheres insuportavelmente egoístas que insistiam em ocupar lugares que não lhes pertencia.
Ao chegar ao terceiro ponto de São Cristóvão, um passageiro muito diferente entrou no coletivo. Ele tinha uma deficiência bastante rara: era muito pequeno, suas pernas eram curtas, entretanto seu tórax era muito menor em relação as pernas, dava um aspecto monstruoso ao homenzinho, que tinha lábios demasiadamente grossos, e poucos dentes na boca.
Os passageiros se mostravam indiferentes ao recém chegado. Ele carregava uma caixa que parecia ser enorme e pesada, para aquele corpo tão frágil. Nenhuma das pessoas ali presente levantou-se, era o mínimo a ser feito. Eu já estava de pé, não poderia ceder um lugar que não possuía.
Dois quilômetros a frente, o ônibus pára na Estação Mussurunga. Entra e sai de passageiros, de repente o pequenino homem cambaleia esbarrando em alguns passageiros, todos instintivamente o repelem, o homem revira os olhos e cai.
Gritaria e pânico, o ônibus foi tomado de angústia. O que fazer? Por sorte havia um posto policial ali, e em questão de segundos o oficial chega, tudo caminhava bem.
Pouco a pouco o homem abre os olhos, permanece deitado e assustado, o policial fala:
- Levanta!
Pensei:
- Como ele pode se levantar? Quase inconsciente ali naquele chão asqueroso!
Eu já estava em pé, como poderia ceder um lugar que não me pertencia? Havia mais homens que mulheres no ônibus, todavia, foi uma senhora que o ajudou a levantar. Eu estava perplexa!
Levantar foi “fácil”, andar é que seria um problema. Ninguém se manifestava. De repente um homem vem lá do fundo para ajudar- Até que existe gente boa no mundo!- calculei.
Decepção. O homem que veio ajudar era aquele que não tinha braço. Como pode?
Os dias passam e em todos eles posso sentir e ver o egoísmo presente nas pessoas.
Ninguém sabe se o homem está bem, se está vivo, por que o mais longe que as pessoas conseguem ver é o próprio umbigo.